2019 - Liga de Medicina Clínica - Universidade Federal do Ceará

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Procurando casos clínicos?

Listamos abaixo uma coleção de casos clínicos ilustrados reunidos pela Liga. Cada um conta com questionamentos finais e uma breve discussão. Confira!

Massa Cervical

J.V.S, 58 anos, masculino, fazendeiro, buscou atendimento médico com uma história de rouquidão progressiva e massa cervical a esquerda. Nega disfagia, regurgitação e dispneia. Também nega tabagismo.

Ao exame físico, apresentava massa cervical à esquerda, compressível e não aderida a planos. Era possível fazer a transluminação da lesão, que se acentuava ao solicitar que o paciente realizasse a manobra de Valsalva.

01) Quais os principais hipóteses diagnósticas para essa massa cervical?

02) Quais exames complementares você solicitaria para realizar o diagnóstico?

Calos nas mãos

Um garoto de 15 anos é admitido instável no pronto socorro com uma arritmia (mostrada no ECG abaixo). Foi realizada a cardioversão com sucesso e ele foi encaminhado para a UTI pediátrica, para investigação, onde foi revelada uma alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica. Um dos membros da equipe médica, enquanto considerava possíveis diagnósticos diferenciais, percebeu tal sinal no dorso da mão direita (vide imagem), o que levantou uma importante hipótese diagnóstica.

Qual o ritmo mostrado no ECG? Qual o nome deste sinal? Para qual diagnóstico ele aponta? Que outras complicações do quadro poderiam ter levado o paciente ao hospital?

Tosse que não passa

Paciente do sexo feminino, 17 anos, natural e procedente de São Paulo, acompanhada no ambulatório de Pneumologia desde os 12 anos de idade por pneumonia de repetição (cerca de 15 episódios) e crises recorrentes de sibilância, desde os 5 anos de idade. Apresentava tosse constante e produtiva, com secreção nasal e auricular. Chega ao seu consultório com essa radiografia de tórax.

Qual o sinal visualizado na radiografia? Qual o provável diagnóstico etiológico? Quais sintomas caracterizam a síndrome em questão?

Urina colorida

Paciente do sexo feminino, 31 anos, branca, deu entrada no departamento de emergência com queixa de dor abdominal difusa de forte intensidade, sem irradiações, associada a náusea e vômitos há 7 dias. Acompanhante relatou ainda que a paciente vem apresentando forte ansiedade, fraqueza nas pernas. Curiosamente, um dia notou mudança na coloração de urina coletada da paciente após exposição ao sol (A – nova coleta B – após exposição solar). Ao exame físico: exame abdominal inocente, excetuando dor difusa à palpação, e neurológico evidenciando paresia e parestesia de MMII de predomínio distal. O quadro em questão se trata de um abdome agudo? Baseada na história clínica, o que deve ser aventada como hipótese para a alteração urinária de nossa paciente?

Um derrame diferente

Paciente de 78 anos do sexo masculino relata que, nas últimas 2 semanas, vem presentando fadiga, dispneia, dor supra púbica e incontinência urinária. O paciente tinha história de AVC, hipertensão, hiperlipidemia e doença renal crônica por hiperplasia prostática.

 

Quais os principais diagnósticos diferenciais para esse paciente, focando na sua uropatia crônica? Quais exames você solicitaria para nortear sua conduta?

No Alvo

Paciente, 57 anos, funcionária de um santuário animal, há 4 dias vem apresentando febre, astenia severa, mialgia e artralgia. Ao exame físico, foi evidenciada esta lesão no braço esquerdo.

Qual o nome do achado? Qual o provável diagnóstico? Qual o vetor?

Olho roxo

Paciente do sexo masculino, 68 anos, foi admitido com queixas de fadiga, dispneia aos grandes esforços, edema de membros inferiores, empachamento e constipação desde o início do ano. Ao exame físico foi observada hepatoesplenomegalia, turgência jugular e edema de MMII 3+/4+. Além disso refere “olhos roxos” que se desenvolveram no decorrer dos últimos meses, afirmando não ter sofrido nenhum trauma na região.

 

 

Qual o nome do sinal apresentado na foto? Ele é sugestivo de qual doença? A que exame podemos recorrer para confirmar esse diagnóstico?

Mãos Inchadas

Paciente do sexo feminino, 2 anos, chega a UPA com queixa de dispneia, tosse com escarro purulento e febre alta. Ao exame físico, a criança apresentava febre, crepitações em base de PD, taquicardia e sopro sistólico pancardíaco. A acompanhante relata que a paciente tem uma história importante de episódios de dor em membros, inicialmente em mãos e pés e agora mais frequentemente em ossos longos e abdome. Ela lhe mostra fotos do primeiro episódio de dor, aos 8 meses, quando apresentou dor e edema de mãos e pés.

A mancha do bebê

Paciente do sexo masculino, 28 dias de vida, chega ao pediatra para uma consulta marcada. Ao exame, apresentava uma lesão dérmica na linha média no segmento espinal L3-L4 descrita como roxa-avermellhada, elevada, medindo aproximadamente 6cmX3cm, com uma depressão central de 2mm e borda bem demarcada, porém irregular. Paciente apresentou exame neurológico sem alterações. Ao ultrassom do canal espinal, conus medullaris terminando em L3, sem sinal de ancoragem na medula. Nenhuma anormalidade subdérmica foi vista na área da lesão.

Qual a principal hipótese diagnóstica para esse paciente? Qual o tratamento? Cite dois diagnósticos diferenciais importantes. 

Seria uma virose?

Paciente do sexo masculino, 24 anos, foi encaminhado ao serviço de emergência apresentando febre diária desde a semana passada, acompanhada de mialgia e adinamia, tendo ambas cessado com o aparecimento de lesões maculares eritematosas coalescentes dolorosas que progrediram nos últimos dias para as lesões presentes nas imagens ao lado. Nega comorbidades, referindo apenas uso prévio de antimicrobiano para infecção urinária baixa há cerca de um mês.

Manchas na Íris

Paciente do sexo masculino, 25 anos, relata que há cerca de 12 anos começou a apresentar nódulos de tamanhos variados, principalmente na região do dorso e tórax, que vêm aumentando em número. Nega dor e sinais de inflamação. Afirma que o pai possui lesões semelhantes e que ambos nunca procuraram atendimento médico para esclarecimento das mesmas. Ao exame físico, apresentou manchas na íris.

O Zumbido

Paciente idosa, com queixa de vertigem, náusea, zumbidos e “sorriso torto”. À ectoscopia, nota-se essas vesículas dolorosas em ouvido direito (imagem).

A Biópsia

Paciente feminino, 9 anos, apresentou erupção vesicobolhosa em tronco, região cervical, genital e membros. As bolhas eram tensas com conteúdo seroso, isoladas e agrupadas, associadas à febre e mal-estar geral. Nos antecedentes pessoais não havia relatos de outras doenças, porém a mãe apresentava LES há dois anos.

Lábios Avermelhados

Paciente do sexo masculino, 3 anos, abriu um quadro de febre alta (40°) há 7 dias. Dois dias depois passou a apresentar exantema (imagem 1) e conjuntivite não purulenta. 4 dias após apresentou edema de mãos e pés com descamação além de eritema e edema da língua (imagem 2).

Feridas Enegrecidas

Uma mulher de 61 anos, diabética e hipertensa, chega á unidade de saúde se queixando de feridas em ambas as coxas. As lesões são escurecidas, com áreas de vermelhidão e sensibilidade. Ela não relatou coceira. Ela indica que as lesões estão aumentando lentamente ao longo de vários dias, e muitas estão agora com vários centímetros de diâmetro.A paciente nega ter febre ou calafrios. Ela não teve qualquer trauma ou procedimentos recentes na área das lesões, e ela não teve quaisquer alterações recentes em seus medicamentos. Ela não tem nenhuma história de tabagismo, álcool ou uso de drogas ilícitas.

Paciente jovem, paraplégico pós-lesão por arma de fogo, com histórico de infecções urinárias de repetição por bexiga neurogênica. A foto ao lado se deu durante um dos episódios de internamento. O paciente estava em sondagem vesical intermitente, quando passou a apresentar febre, calafrios e uma alteração de coloração da urina (imagem).

Paciente masculino, portador de diabetes, com amputação prévia de vários dedos do pé, evolui com bolhas hemorrágicas disseminadas e necrose, como na foto ao lado.

Paciente feminina, 48 anos, apresenta retenção urinária, cefaleia, redução da acuidade visual em olho direito e cianose digital. Ao exame físico é evidenciada uma quadriparesia flácida com níveis motor em nível de C6. A paciente também é acometida por LES.

Paciente feminina, 20 anos, apresenta nódulos há sete meses em couro cabeludo e região infraorbital esquerda, tendo crescimento progressivo e doloroso.

Paciente feminina, 29 anos, procura o serviço de emergência com dispneia súbita. Ao exame, o murmúrio vesicular está abolido em hemitórax direito.

Paciente feminina, 54 anos, apresenta máculas hipocrômicas há 5 anos em todo o tegumento, com tamanhos variados, eritema, descamação e sem alteração da sensibilidade.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, apresenta lombalgia, dispneia aos médios esforços, palpitações e perda de 11 kg em 6 meses. Ao exame, possuía ictus de VD palpável em borda esternal esquerda inferior e sopro sistólico ejetivo mais audível em foco pulmonar.Paciente do sexo masculino, 54 anos, apresenta lombalgia, dispneia aos médios esforços, palpitações e perda de 11 kg em 6 meses. Ao exame, possuía ictus de VD palpável em borda esternal esquerda inferior e sopro sistólico ejetivo mais audível em foco pulmonar.

Uma paciente de 52 anos, sexo feminino, relata que há 1 semana surgiram lesões elevadas, vermelhas em forma de placas, dolorosas que evoluíram formando vesículas. Associado a febre e artralgia.

Mulher, 23 anos, gestante de 33 semanas, relata as alterações apresentadas na foto, as quais surgiram há cerca de  2 semanas.

Paciente masculino, 12 anos, ITUs frequentes e "ao rir parece chorar".

Uma mulher de 39 anos apresenta historia de icterícia, prurido, desconforto do quadrante superior direito e febre. Recentemente, apresenta urina escura. É pedida uma TC, a qual é apresentada ao lado.

Um garoto de 9 anos se apresenta com odinofagia e, ao exame físico, são vistas manchas vermelhas no palato. O que poderia essa criança ter?

O olho borrado

Homem, 40 anos, apresentou queixa de borramento da visão, bilateral. Há 5 dias vinha manifestando febre baixa, dor de cabeça, náusea e tontura. Referia também “rigidez da nuca”. Da história pregressa, nega intervenções cirúrgicas oculares, nega glaucoma e outras afecções oftálmicas prévias. Ao fundo de olho, apresentou o seguinte:

A dor de ouvido

Paciente do sexo masculino, 12 anos, foi levado ao ambulatório clínico geral por queixa de "dor no ouvido". Durante a anamnese, ele referiu dificuldade para deglutição, desde mais novo. Ao exame físico, você notou uma redução da acuidade auditiva e limitação da amplitude de movimento do pescoço.

As manchas certeiras

Paciente do sexo feminino, 35 anos, casada, procedente de Belo Horizonte, relata surgimento súbito de “manchas em mãos e braços” há 3 dias, não pruriginosas e sem outros sinais ou sintomas associados.

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